ligo a torradeira e sai um verso
a donzela corre para saltar,
da terra vem um vislumbre ser
pergunto ao meu, que vem a ser isto
qualquer um pode, mas pode somente ver
a raiz que emerge com energia
rasga a relva semeada
pode um vil homem saciar a sede
da corrente vigiada pelo belo
fazem danças tradicionais
em jeito de jardins coloridos,
farto disto estou, quero mudar algo
farto de olhar para o espelho
enquanto nada de novo sucede
por fim acontece, inusitadamente perco-me
fico livre e sinto as marcas
tresmalho o baralho e sou livre
ah, que bom que é ser vento e seguir
enquanto olho o horizonte, mais encontro o gesto
as mãos ficam limpas, as feridas ainda doem
já não se parte loiça ao acordar e sinto calor
perdido no encontro
sabe bem estar presente...
