terça-feira, 25 de agosto de 2015

Olá...

vejo o limite, o horizonte, contemplo, esvoaço na minha mente, e questionam-me como se eu não estivesse em mim. Não percebem, não os censuro, é a característica do ser humano dos dias de hoje, enfim, continuarei a ler a que está lá, sem que o ruído dos outros interfira.

f.u.c.k  t.h.i.s  s.h.i.t.

sábado, 31 de janeiro de 2015

DESPERTAR


O meu despertar da mentalidade de rebanho faz-me pensar assim...
"Uma vez que você começar a confiar em seu próprio ser, nenhum político, nenhum sacerdote pode explorá-lo. O homem é sempre explorado através do medo."
Desperta o Leão que há em ti e vive a liberdade.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

NAS PALAVRAS SENTE-SE...




Nas palavras existe tudo.
Nelas transparece aquilo que não se quer, criam-se laços desmedidos e ultrapassam-se barreiras, viaja-se sem rumo e ama-se sem saber. Desmembram-se e transformam-se, criam-se orgias mutantes, que belo, uma paródia sem regras e sem medidas.
Nunca se sabe o que vem depois da criação, entre uma e outra, a constante deixa de fazer sentido, até que um dia, uma hora, um minuto ou segundo, algum artefacto desenha o seu significado, porém cai no esquecimento, mas fica, fica onde fica... nas memórias ficam as palavras, letras unidas e compostas, aquelas que dão o significado ao significado, não é negável como alguém que diz que disse, mas que de palavras não passa, que pairam, que de fé se passa e de politica se quer que passe, e das palavras se fazem passar histórias, para que da história se neguem as palavras.
Assim devia ser para tudo, dito e transcrito, mas em palavras, sempre.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

DISTRAÇÃO AQUI E ALI



Distração é o melhor dos remédios, o melhor da vida chega quando estás distraído e se ainda dúvidas, distrai-te e comprova. Enquanto olhas para o espelho nunca te apercebes daquilo que vês, e ajustas, mudas, trocas e afins, e no fim, nem te apercebes que estás compenetrado/a naquilo que não queres ver e deixas para trás o que de melhor tens... a distração é o melhor dos nossos "amigos", deixa-nos mais descuidados e vulneráveis às vicissitudes positivas, creio que devia-mos ter aulas de distração nas escolas, cadeiras de distração no cinema, estofos de distração em casa, deviamos criar um manifesto acerca da distração, tertulias nas ruas, nos cantos sobre distração...
Distrai-te da vida

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

A LOUCURA DA CALMA


Quando a calma paira durante tempo prolongado, pensa-se no pior!
A agitação tomou conta de tudo, inclusive de todos.
Pede-se caos com urgência, mais distúrbio, inquietação, tristeza na melhor de todas as horas. Talvez assim seja melhor, a rapidez dos acontecimentos é acelerada com a ignição das causas e o ridículo aparece, as consequências são privação ou liberdade.
Na penumbra aparece o inusitado e mais embriagado "jumento hominídeo descendente" com o cabresto amarrado, não pensa, simplesmente age com instinto, sem julgamento ou acção consistente, simplesmente age. No dia seguinte abre os olhos, cansado, exausto, e tira, surpreso, o cabedal do corpo, questionando-se sobre o que tinha feito nas últimas horas de consciência congelada. Não mora nos registos... há-de sentir.
Num dia de sol berrante, um rasgo de memória passa fugaz mas com lamuria, uma lama agarre-lhe os pés. Já noite fria onde o alcool adormece os neurónios, passa por cima de alguém, pisa-lhe os testículos e fornece-lhe um vernáculo inacabado, tropeçando de seguida numa falha da calçada e esborrachando a face esquerda no piso molhado... lá seguiu, rindo-se e cantando da desgraça do vinho derramado...

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

ASSIM, COMO ELA É


Descobrir que não se é puro, que mentimos, que não somos coerentes, que desejamos mal, que julgamos massivamente e muito, muito mais, faz parte da vida como se costuma dizer, é ao mesmo tempo salutar quando reconhecemos tais factos, mas contudo, tudo é relativo, e modestamente, sinto-me cada vez mais forte, mais confiante, melhor preparado, mais ligado à terra e acima de tudo, feliz e contente por cada vez mais ser eu próprio e ter cada vez mais a percepção de que a minha mente, só eu a poderei controlar.
Descobrir o que muito se procura, pode ser inglório quando não se sabe o que se quer, e assim, a vida leva-nos mais "longe" do que a própria lógica mental poderia pensar. Não permitir que a mente minta é o objectivo, estar atento e alerta é crucial.
Vivo a vida, que dela pode ser a festa, yeahhh...

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

PAIXÕES...


Ela vem para mim com olhar de sede... pergunto-me porque será manifestamente tão solitário um momento de causa, quando queremos algo e logo sentimos uma loucura em mente! Mas a loucura é so(mente) um acto de desespero perdido no espaço...
 Naquela manhã, acordo com uma dor de cabeça persistente, não me deixa privar da liberdade de a levantar sem pensar no que a fez estar assim. Lembro-me, com alguma angustia, como sempre, aquele sabor amargo, de ter deixado a rapariga presa aos seus conflitos, o nome não me recordo, fosse pelo alcool "entornado" por excesso, fosse pela magia dos seus olhos que me entorpecia os neurónios de pensar na sua imagem ou talvez nem o tenha mencionado, sei lá, e para que serviria, se nem sequer um contacto tinha dela, nem sequer uns trocos sobraram. Vou à janela e a chuva caia com alguma cadência, era Novembro, domingo invernoso, as flores nos canteiros caíram de tanta água ingerida, afinal, assim como eu, caí na noite passada, do mesmo mal, não as censuro! Em frente estava o jardim, vazio, e vazia estava a minha mente, sem nada mais que me fizesse sair de casa, sem amigos, apenas com a minha auto-estima sob um estado tão depressivo, que apenas via uma caixa de fósforos a arder, o fogo da vida parecia ter-se esvaído... deito-me, cansado, penso mas sem pensar e avisto um nome, será, penso eu, sei lá, viro-me para o outro lado e fui-me...