Naquela manhã, acordo com uma dor de cabeça persistente, não me deixa privar da liberdade de a levantar sem pensar no que a fez estar assim. Lembro-me, com alguma angustia, como sempre, aquele sabor amargo, de ter deixado a rapariga presa aos seus conflitos, o nome não me recordo, fosse pelo alcool "entornado" por excesso, fosse pela magia dos seus olhos que me entorpecia os neurónios de pensar na sua imagem ou talvez nem o tenha mencionado, sei lá, e para que serviria, se nem sequer um contacto tinha dela, nem sequer uns trocos sobraram. Vou à janela e a chuva caia com alguma cadência, era Novembro, domingo invernoso, as flores nos canteiros caíram de tanta água ingerida, afinal, assim como eu, caí na noite passada, do mesmo mal, não as censuro! Em frente estava o jardim, vazio, e vazia estava a minha mente, sem nada mais que me fizesse sair de casa, sem amigos, apenas com a minha auto-estima sob um estado tão depressivo, que apenas via uma caixa de fósforos a arder, o fogo da vida parecia ter-se esvaído... deito-me, cansado, penso mas sem pensar e avisto um nome, será, penso eu, sei lá, viro-me para o outro lado e fui-me...
quarta-feira, 7 de janeiro de 2015
PAIXÕES...
Naquela manhã, acordo com uma dor de cabeça persistente, não me deixa privar da liberdade de a levantar sem pensar no que a fez estar assim. Lembro-me, com alguma angustia, como sempre, aquele sabor amargo, de ter deixado a rapariga presa aos seus conflitos, o nome não me recordo, fosse pelo alcool "entornado" por excesso, fosse pela magia dos seus olhos que me entorpecia os neurónios de pensar na sua imagem ou talvez nem o tenha mencionado, sei lá, e para que serviria, se nem sequer um contacto tinha dela, nem sequer uns trocos sobraram. Vou à janela e a chuva caia com alguma cadência, era Novembro, domingo invernoso, as flores nos canteiros caíram de tanta água ingerida, afinal, assim como eu, caí na noite passada, do mesmo mal, não as censuro! Em frente estava o jardim, vazio, e vazia estava a minha mente, sem nada mais que me fizesse sair de casa, sem amigos, apenas com a minha auto-estima sob um estado tão depressivo, que apenas via uma caixa de fósforos a arder, o fogo da vida parecia ter-se esvaído... deito-me, cansado, penso mas sem pensar e avisto um nome, será, penso eu, sei lá, viro-me para o outro lado e fui-me...
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