sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

O SONHO ARDE



Retiram-me o sonho, puxam-me a manta, não quero, prefiro tirar o fôlego e vingar o tempo, vigiar o poço de algas, não me quero contentar com as viagens obscenas que me perfazem o trajecto directo e inócuo, quero tentar a loja vazia, quero beijar a flor sem pétalas, vê-la renascer do nada, prefiro ao julgamento da contemporaneidade que nos traz vazio e tropeções. Perder também é encontrar, permissão é alentar, se cair abaixo do nada não é reviver é encontrar as pedras que não se transpõem, quero ver o que há para além do óbvio, salvar a pele, viver com ilusões, cantar a escuridão que me abana, vir-me com ganas, descer às raízes e ver o início, bater as asas e voar... quero o que não é óbvio, ver as penas nascerem, transbordar e não ancorar. Por mais que me desejem, hão-de sofrer, querem-me os ossos, o tutano, dou-lhes o fel, o abrasivo, prefiro assim, não serei trapalhão mas terei compaixão, um caixão lhes dou, querem-me vivo, sorte para o azar, terei alento para comemorar a despedida, despida e desprovida, levanto-lhe a saia, peço a heroína, baixo os braços, cerro os punhos, desembainho os bolsos, salta-me a tampa...virgula, mais, muito mais quero eu, aquilo que talvez saiba mal, indefinido e feio, horrível, passo os dedos, devagar, sentindo os montes, agarro, esmago, e a música crua segue, paralelamente ao nível da pauta, sem ler, sem desenvolver conexão, desconecto, ira é o que sinto, raiva talvez, não, um subtil desejo de comer, comê-la, sem escárnio, com sede de vernáculo, com vontade, fúria talvez. Preciso de estrumar, descalçar o provido de genialidade, que estupidez, parece-me que veio para ir, preciso de me vir, com vontade, vontade não pensada, sem receio mas com anseio de partir...

CADA CABEÇA SUA SENTENÇA



Para quê fugir quando se pode viver! Para quê amargurar quando se pode ligar pontas e delas ser feliz? Uma série de questões e aforismos percorrem a minha mente hoje e concluo que de facto, practicamente ninguém segue os seus instintos, porque será que isto faz parte da mais intrínseca forma do ser humano, porque será que não ligamos ao que Nós realmente queremos, gostamos, precisamos! Porque não somos seres intuitivos, bom, até somos, mas esbarramos num muro, sem sequer termos a noção disso mesmo, o qual basta alçar a perna e seguir em frente!

Não se perde nada em despertar sozinho...

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

NUNCA É TARDE



Hoje decido colocar uma citação (pela primeira vez!), pois, como muitos, também eu não posso dizer muito acerca do que se passa por aí fora, por este Planeta em que lhe demos o nome "Terra". Conhecer é aprender e não chega usar apenas as palavras dos outros, em que muitas, senão quase todas, distorcidas da realidade... 

" Um homem precisa viajar. Por sua conta, não por meio de histórias, imagens, livro ou TV. Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu. Para um dia plantar suas próprias árvores e dar-lhes valor. Conhecer o frio para desfrutar do calor. E o oposto. Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sob o próprio tecto. Um homem precisa viajar para lugares que não conhece, para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como imaginamos e não simplesmente como ele é ou pode ser. Que nos faz professores e doutores do que não vimos, quando deveríamos ser alunos, e simplesmente ir ver ".

Amyr Klink

Apesar de tudo, posso dizer que nunca é tarde para nada!

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

CHEIRA A QUÊ!



Só tu tens algo a receber, eu tenho algo a dar, mas se tanta e tanta coisa é privada do ser, eu tenho algo a comandar e a dizer basta.

Nada é mais valioso que o que nos dá alegria
nada é nada e as ofensas são o que nunca se perde
por vezes sabe bem um duche de água fria
outras uma festa com gente de pedra
quanto mais me desdenho, mais sinto alegoria
como que um deus que estivesse preso a uma cura.

Posso parecer um astro
subo dia a dia por montes e vales
sigo o rasto de um repasto,
espero em cima de um galho
na esperança que não parta
Vivo para não me perder e insisto
um dia hei-de ver o sol brilhar
num manto de névoa a pairar na pétala de um cacto

Parece madrugada cerrada
penumbra cintilante
bebo de ti, ó musa placenta
Espero perdido, ó alcool maldito
quero sentar e adormecer
mas a pedra afiada apressa-se
meio confuso peço, dá-me alma
dá-me alcance e viro-me para outro lado
adormeço de cansaço




ODE AOS MEUS AMIGOS



Não é obrigação, é uma canção
não em forma de melão, mas sim com coração
não esqueço como vocês são únicos
poucos, mas são vocês
quando me esbarro, por vezes estão lá
outras, por lá me esperam
para sempre serão únicos
um sorriso vos acompanha
quando penso em vós
tempos antigos não voltam
mas outros superarão
cerveja para cima
tristeza afogada, é o estimulo
unidos, quero ver, comigo
e quando mais nada restar
estamos todos, para que nada falte
é bom sentir que a nostalgia permanece
quando o presente a enaltece
penso em mil e uma coisas
mas o loop é sempre o mesmo
bons tempos... virão
porque não há bela sem senão
e a música é bem vinda
mas sem vós, é pau sem cabinda
do peito vos sinto
família vos tenho
um mar vejo eu
e poucos sois vós
enche-o tanto, que Neptuno se baralha com tantos sóis
de vós, sou parte interior
bons tempos... virão...





sábado, 22 de fevereiro de 2014

ADVERTÊNCIA III...



...visões, são visões, são construções, construções baseadas em concretas marés, são marés que se esbarram nos carrascos muros da insignificância, insignificância será a efémera raiz do medo que transpõe as farpas do ruído estético e esquelético paradoxo entre calados e irrisórios fanáticos imorais, imorais... imorais como cadáveres que pairam nas mentes dos óbvios, vêm na insignificância a sua maior montanha, mostram o lado obscuro da ridícula forma de humanidade sem que isso se torne poeirento e inócuo... inócuo, inócuo sem causar qualquer efeito com uma integridade subtil é um efeito baseado no bolo sem conteúdo, constante de não constantes das probabilidades de essência nuclear, nuclear como um meio, um meio cheio de horror... horror pela arte, pela sensação da obstinação e pela madura fruta que não serve, mas serve, não quer é ser servida, prefere-se um soslaio de advertência pouco comum porque comum sabe a pouco, sabe a mel sem sabor... sabor, sabor pelo cheiro que não sabe a sal, por sal, entenda-se o fel, mas fel sem mel, do mel, que desce das choupas que dão à praia, sem areia que arranha, arranha pelas unhas, pelas unânimes propostas de lei, lei, lei essa que não é redonda, redonda que bóia como uma bóia que rola pela estrada, estrada paralela à virgula que separa uma da outra, outra conversa, e outra letrada comunicada pela garganta do meio, meio, meio esse do circulo de tudo, tudo, tudo isso no misso, misso não da missanga, que enrola e foge como uma ave que se esconde na manta, manta que encobre o saco, saco escrotal, escrotal da tua tia, que nunca mais paria, paria ou poria, poria ovos, ovos de páscoa ou ovos de corvo, corvo, corvo sem patas, ovo sem papas na língua, língua que se enrola com medos, medos parasitas de tudo o que se esconde, esconde a roca que rosca, rosca a presa, que presa está a pressa, pressa de fugir daqui, daqui e dali, dali se vai o inferno abundante, abundante sem se abrir no fundo da sala, sala que se pinta de verniz, verniz de laranja lima, lima sem peru, ao invés de esbatidos latidos que nos consomem até à raiz, raiz de luz, raiz penetrante, penetrante como um gume de madeira, madeira das bananas secas, pensantes e delirantes, virgulas, muitas, muitas são os chatos que tresandam a coices, coices de pequenos artistas de tecto, tecto de igrejas sem montanhas à vista, vista porque faz calor nos hemisférios dos confins das masmorras, masmorras para que te quero, quero, quero tudo, quero nada, virgulas, muitas, e pontos finais, finais de quê, para quê, para quando, quando se calam, abantesmas sem formas, disformes, disformes com sentido, sentido sem sentido, parvos são eles, os cães figurativos dos imaginários profundos e obscuros, obscuros ursos, ursos de Eva, Eva com mel, engolida por Deuses estúpidos, esfomeados de escárnio, dorida sem ferida, ferida da gargantilha, esganada e deixada por terra, semente abrasiva...

Continua... ou então, não!

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

ADVERTÊNCIA II...



... a chuva quando padece, é como os martelos que batem sem acertar em cabeças, cacofonia cessada e desordem ordenada, cadência pontual como que desiste de formar quadrados como rectas que se desviam. As partilhas nem sempre se formam com decência, são fases distorcidas, contorcidas e alheias de formas corrigidas por algo, algo soberbo mas sem vislumbre de cenas pensantes e espezinhadas. Um mar de cantos estridentes formam ondas de entrelinhas com incontáveis quadrados circulares, parecem formas disformes. Enquanto a chuva cai, incessante e deslumbrante, rica e sem pavio, cai por aí, sem pedir licença mas com cadência suficiente para que qualquer olho nu veja a decência da raça imunda que paira por estas terras sem vista, sem casacos que agasalhem os monstros que amealham todo o conforto perante o calor das penas das aves. Submissão com olhos pedintes pairam no ar, abelhas sem favos e caramelos sem bocas, pedirão as vozes dos infernos perdão por serem infelizes predicados!
Comunicação sem palavrão só porque convém, não é digno de alimento, perguntas com receios de galos de cristas ariscas é uma vela sem pavio, um ovo sem gema que queima ao sabor do vento. Pedirão perdão pelas amarguras das amarras soltas e sobre barras lassas, queijos fundidos sobre pedras ao sol estremecem por via das beldades das sereias perdidas, oh porra, sobem aos mastros cogumelos sem rumo, alcançam caralhos sem perceberem o que avistam, chiça, que porra, não sabem, não percebem, são artistas quadrados, são esmolas sem significado lógico! Os loucos é que sabem, não querem saber, querem apenas beber aos molhos, sentir prazer na pele, viver sem fel e com bel.
Perfeição para que vos quero, desgastam os ramos, sobem paredes, não caem de maduros, peles gastas por intrusão, maçãs velhas roídas e penosas caem a pique, engasgam-se nas guelas das muelas das sequelas pornográficas, mandíbulas escarnecidas e voluptuosas rasgam a pele, partem as ossadas do mudo que não fala... justiça pela morte não é renascimento mas será uma complicada mordidela de Adão. Adoro comer, adoro falar, pouco, daí sair de baixo e permanecer por cima, sem consistência na carne. Não sejas piegas...

Continua... ou então... não!

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

DESAFIOS...





Foda-se, que raio de realidade é esta, estamos todos sedentos de algo que está ao nosso alcance, mas ninguém faz nada por isso. Gostava que houve-se um motim, uma parada de gente que quisesse realmente mudar o que está mal, precisa-se de gente com os ditos no sitio, e não é preciso muito, eles já lá estão, só que parece que não há mão que os agarre e que os esprema até ao ponto de gritarem e dizerem basta. Mas o que será mais preciso para acordarem, passar fome? Morrer em prol de alguns agiotas deprimentes mas astutos? Não sei, mas posso garantir que na generalidade, andamos a "dormir", estamos sedados e com medos intrínsecos de  perder aquilo que já não temos, direi melhor, medo de perder aquilo que nunca tivemos, portanto, não será perder, será mais um não sei quê...!

Quero vingança, justiça, quero que as coisas funcionem com equilíbrio, quero ver agitação... ando com ganas de ver um mundo com opções, e existem, estão aí por todo o lado, a cada esquina, quero uma história que dê uma história e que a mesma seja exemplo e não um rascunho no futuro, quero ver atitude e não quietude, quero sentir as asas e delas puder dar uso, não sei se consigo, mas tentarei e não desistirei de tentar o que está ao meu alcance, mesmo que isso implique erros, pois, não há fracasso no erro, mas há fracasso na desistência. Perguntam-me o que faço para tal, e é um facto, faço muito pouco, mas returco com o mesmo e advém sempre a inocuidade. A resposta que ganho quase sempre é " não te chateies, não há nada a fazer, sempre foi assim!", e que irritação me dá, até a comichão me vem ao corpo, pensando eu se de facto valerá a pena continuar a "invadir" a cabeça de alguns, mas sim, vale a pena!

Cada vez mais, sinto que somos umas autênticas marionetas, e somos mesmo, mas somos seres criativos e com livre arbítrio, portanto temos sempre todas as opções à nossa frente e claro, podemos cortar as amarras e sair por aí fora em busca de algo que nos faça sentir a vida, a nossa vida é pessoal e intransmissível, caso nos deixemos levar, somos mesmo levados por quem tem a indecência da manipulação e deixados onde eles quiserem, isso terá que acabar e apenas acontece caso nós permitamos, deixemos os medos, ultrapassemos os bloqueios e ajamos, ainda há tempo para mudança. Apenas temos que começar a dizer em viva voz aos imundos sequestradores de direitos que o tempo de antena deles está a findar!

Por exemplo, na empresa onde trabalho, ou melhor, onde sou gozado e manipulado por variadíssimas ocasiões todos os dias, é um exemplo crasso! Como pode uma sociedade prosperar e viver em harmonia, se como esta, quase todas as outras se pautam pelos mesmos estratagemas, esquemas de adestramento de mentes ocas, fruto da permanente formatação que nos é imposta, mas a culpa não morre solteira e também nós somos cumplíces dessa máscara que usamos sem nem sempre sequer nos apercebermos! Não quero de todo culpar ninguém em particular, mas sim, todos, assim como os sucessivos governos e seus "monstros das bolachas". Temos antes de mais, perceber isso mesmo e posteriormente passar-mos à acção, sermos pro-activos, dotar-mos das armas que temos e valer-mos das nossas escolhas que realmente queremos!

A vida é assim mesmo, para ser vivida, como tem de ser, com todos os seus predicados e sim, temos que a aceitar como ela é... mas não desta forma que nos querem incitar!

Somos todos seres falíveis, e a vida condiciona-nos em todas as vertentes. Todos merecemos viver, com a felicidade que existe, fugaz, mesmo quando falhamos, podemos conquistar isso, perdoando-nos ou sendo perdoados... a vida prega-nos partidas e temos que saber viver da melhor forma com elas, não nos amordaçar-nos e viver-mos com sabedoria, com as nossas perdas, amores, fatalidades, enfim, com todas as vontades que nos são intrinsecamente colocadas à prova. Gosto de pensar que a vida é um jogo, um jogo de testes, e vamos sendo colocados à prova, sempre a pensar no seguinte nível, temos que falhar algumas vezes para conseguir superar alguns obstáculos mas também podemos ser empurrados, ajudados, pois, nem sempre sozinhos conseguimos o que almejamos!

Espero contudo e em forma de desabafo, ter demonstrado que as coisas estão mal e que acaso algo não mude, possamos estar a abraçar um período grave de auto estima social (se é que não existe já) criado pelas mentiras e ultrajes que nos são atirados directamente à cara, pois, só não vê quem não quer. Somos mais e somos melhores do que parece, acredito na mudança, embora tal facto traga amarguras e desafios complicados mas por vezes temos que dar um passo atrás para dar dois para diante... quem disse que era fácil! Para findar, digo, duvida, porque duvidar é viver, porque quando a certeza se acerta, a mente fecha, e quando se fecha, esbarra com um monte de palácios abandonados, capiche!



quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

ADVERTÊNCIA... OPSSSS!



Não sei o que faço, perdoo ou aniquilo, por isso mesmo sabe bem estar aqui, neste local arejado, onde as lontras demonstram habilidades e as coisas giram sem parar, como um carrossel que roda sem parar, gosto da fruta, vinda do quintal do vizinho que permanece intacto e não se move, parecem jardins de flores secas pelas ameias da cristalinidade do vinho que surge em dias secos e ventosos. Virá mais um dia em que não saberei parar, recordar é passar para outro lado, é magia pura e quem sabe disso jamais quererá perder um acto isolado de contestar tais factos sobre a ilusão de não saber distinguir o ameno do crispado, voltem, asas espampanantes que sobre o frio quebram as linhas condutoras dos sistemas complexos de estranhos pensamentos, distantes e confusos. Quebram-se regras e quedam-se parábolas esquizofrénicas, abrem-se portas para tudo, saem de lá monstros e damas de ferro que passam sem pedir licença, sem dar bacalhaus e sem cobrar pedras. As maravilhas das constantes perdem-se por aí, nas poças encontram-nas a nadar com girinos conturbados pelas manhas das águas estagnadas, dos apegos tristes e conspurcados, quero ver o dia a sorrir, quero sentir as farpas dos raios fulminantes, os sossegos ameaçados pela vertente que caem pelas sinistras ruas serpenteantes e sempre amordaçadas por leves penas, frágeis... quero pegar nas mãos molhadas, perseguir cheiros estranhos, sentir as palmadas de lampejos irritantes que nos pregam partidas sem saber o que isso fará ao mais senil dos senis. Animais brutos e horripilantes surgem dali, não faz sentido, ah, faz sim, somos tudo, somos aquilo que não queremos ver, aquilo que não queremos ser, sobem aranhas pelas entranhas, criam teias labirínticas com saídas cerradas. O sangue que nos atravessa quer ver-nos por cima, viram cegas notas perras que carregam histéricas e penosas cantigas berradas por pêgas em sofrimento, sorri com lábios redondos e carregados de escárnio, rasga-se a pele, estragam-se com mimos e pensam em quedas vertiginosas, enquanto as pêras crescem mudas, sem pudor e com uma e outra, lambendo as feridas provocadas pelas constantes e cortantes lascas de pensamento inócuo e sem fulgor. As matas matam-se, desdenham-se com tamanha burocracia e transformam o óbvio em quadros pintados com baldes de merda, sem sequer conseguirem um rasgo de penitência para com algum leigo na passadeira da vaidade e a história começa quando o sequela abre o horizonte, começa quando a borrasca espreita e as palavras são vomitadas, conjugam-se trechos de perspectivas e anseios de amores odiados e repletos de anciãos mais parasitas que as invejas da verdade. Surpreendentemente saem dos esforços de mirabolantes lacaios, os versos mais perversos, mais sujos e verossímeis que a própria verdade escondida das paredes escondidas, virão também as mais cruas e pedantes ondas de fel, consome-se virgulas, deixa-se partir o mastro, lamentando as puras e consumidas partituras que se fazem em dias escuros e abstinados, são as quimeras das palavras que se quedam perante vulgares e sinistros parceiros mais ou menos vulgarizados. Um doce amargo envolve-se como que uma partícula substancialmente enriquecida com a placenta da vida, só se importam com a morte, mas dela nada vêm, confundem as estrofes com os prismas e calcam o barro fundindo, o que é passivo de ser visto como não o é...

continua...
...ou então, não!