sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014
ADVERTÊNCIA II...
... a chuva quando padece, é como os martelos que batem sem acertar em cabeças, cacofonia cessada e desordem ordenada, cadência pontual como que desiste de formar quadrados como rectas que se desviam. As partilhas nem sempre se formam com decência, são fases distorcidas, contorcidas e alheias de formas corrigidas por algo, algo soberbo mas sem vislumbre de cenas pensantes e espezinhadas. Um mar de cantos estridentes formam ondas de entrelinhas com incontáveis quadrados circulares, parecem formas disformes. Enquanto a chuva cai, incessante e deslumbrante, rica e sem pavio, cai por aí, sem pedir licença mas com cadência suficiente para que qualquer olho nu veja a decência da raça imunda que paira por estas terras sem vista, sem casacos que agasalhem os monstros que amealham todo o conforto perante o calor das penas das aves. Submissão com olhos pedintes pairam no ar, abelhas sem favos e caramelos sem bocas, pedirão as vozes dos infernos perdão por serem infelizes predicados!
Comunicação sem palavrão só porque convém, não é digno de alimento, perguntas com receios de galos de cristas ariscas é uma vela sem pavio, um ovo sem gema que queima ao sabor do vento. Pedirão perdão pelas amarguras das amarras soltas e sobre barras lassas, queijos fundidos sobre pedras ao sol estremecem por via das beldades das sereias perdidas, oh porra, sobem aos mastros cogumelos sem rumo, alcançam caralhos sem perceberem o que avistam, chiça, que porra, não sabem, não percebem, são artistas quadrados, são esmolas sem significado lógico! Os loucos é que sabem, não querem saber, querem apenas beber aos molhos, sentir prazer na pele, viver sem fel e com bel.
Perfeição para que vos quero, desgastam os ramos, sobem paredes, não caem de maduros, peles gastas por intrusão, maçãs velhas roídas e penosas caem a pique, engasgam-se nas guelas das muelas das sequelas pornográficas, mandíbulas escarnecidas e voluptuosas rasgam a pele, partem as ossadas do mudo que não fala... justiça pela morte não é renascimento mas será uma complicada mordidela de Adão. Adoro comer, adoro falar, pouco, daí sair de baixo e permanecer por cima, sem consistência na carne. Não sejas piegas...
Continua... ou então... não!
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