terça-feira, 25 de fevereiro de 2014
CHEIRA A QUÊ!
Só tu tens algo a receber, eu tenho algo a dar, mas se tanta e tanta coisa é privada do ser, eu tenho algo a comandar e a dizer basta.
Nada é mais valioso que o que nos dá alegria
nada é nada e as ofensas são o que nunca se perde
por vezes sabe bem um duche de água fria
outras uma festa com gente de pedra
quanto mais me desdenho, mais sinto alegoria
como que um deus que estivesse preso a uma cura.
Posso parecer um astro
subo dia a dia por montes e vales
sigo o rasto de um repasto,
espero em cima de um galho
na esperança que não parta
Vivo para não me perder e insisto
um dia hei-de ver o sol brilhar
num manto de névoa a pairar na pétala de um cacto
Parece madrugada cerrada
penumbra cintilante
bebo de ti, ó musa placenta
Espero perdido, ó alcool maldito
quero sentar e adormecer
mas a pedra afiada apressa-se
meio confuso peço, dá-me alma
dá-me alcance e viro-me para outro lado
adormeço de cansaço
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)

Sem comentários:
Enviar um comentário