sábado, 22 de fevereiro de 2014
ADVERTÊNCIA III...
...visões, são visões, são construções, construções baseadas em concretas marés, são marés que se esbarram nos carrascos muros da insignificância, insignificância será a efémera raiz do medo que transpõe as farpas do ruído estético e esquelético paradoxo entre calados e irrisórios fanáticos imorais, imorais... imorais como cadáveres que pairam nas mentes dos óbvios, vêm na insignificância a sua maior montanha, mostram o lado obscuro da ridícula forma de humanidade sem que isso se torne poeirento e inócuo... inócuo, inócuo sem causar qualquer efeito com uma integridade subtil é um efeito baseado no bolo sem conteúdo, constante de não constantes das probabilidades de essência nuclear, nuclear como um meio, um meio cheio de horror... horror pela arte, pela sensação da obstinação e pela madura fruta que não serve, mas serve, não quer é ser servida, prefere-se um soslaio de advertência pouco comum porque comum sabe a pouco, sabe a mel sem sabor... sabor, sabor pelo cheiro que não sabe a sal, por sal, entenda-se o fel, mas fel sem mel, do mel, que desce das choupas que dão à praia, sem areia que arranha, arranha pelas unhas, pelas unânimes propostas de lei, lei, lei essa que não é redonda, redonda que bóia como uma bóia que rola pela estrada, estrada paralela à virgula que separa uma da outra, outra conversa, e outra letrada comunicada pela garganta do meio, meio, meio esse do circulo de tudo, tudo, tudo isso no misso, misso não da missanga, que enrola e foge como uma ave que se esconde na manta, manta que encobre o saco, saco escrotal, escrotal da tua tia, que nunca mais paria, paria ou poria, poria ovos, ovos de páscoa ou ovos de corvo, corvo, corvo sem patas, ovo sem papas na língua, língua que se enrola com medos, medos parasitas de tudo o que se esconde, esconde a roca que rosca, rosca a presa, que presa está a pressa, pressa de fugir daqui, daqui e dali, dali se vai o inferno abundante, abundante sem se abrir no fundo da sala, sala que se pinta de verniz, verniz de laranja lima, lima sem peru, ao invés de esbatidos latidos que nos consomem até à raiz, raiz de luz, raiz penetrante, penetrante como um gume de madeira, madeira das bananas secas, pensantes e delirantes, virgulas, muitas, muitas são os chatos que tresandam a coices, coices de pequenos artistas de tecto, tecto de igrejas sem montanhas à vista, vista porque faz calor nos hemisférios dos confins das masmorras, masmorras para que te quero, quero, quero tudo, quero nada, virgulas, muitas, e pontos finais, finais de quê, para quê, para quando, quando se calam, abantesmas sem formas, disformes, disformes com sentido, sentido sem sentido, parvos são eles, os cães figurativos dos imaginários profundos e obscuros, obscuros ursos, ursos de Eva, Eva com mel, engolida por Deuses estúpidos, esfomeados de escárnio, dorida sem ferida, ferida da gargantilha, esganada e deixada por terra, semente abrasiva...
Continua... ou então, não!
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