
Não sei o que faço, perdoo ou aniquilo, por isso mesmo sabe bem estar aqui, neste local arejado, onde as lontras demonstram habilidades e as coisas giram sem parar, como um carrossel que roda sem parar, gosto da fruta, vinda do quintal do vizinho que permanece intacto e não se move, parecem jardins de flores secas pelas ameias da cristalinidade do vinho que surge em dias secos e ventosos. Virá mais um dia em que não saberei parar, recordar é passar para outro lado, é magia pura e quem sabe disso jamais quererá perder um acto isolado de contestar tais factos sobre a ilusão de não saber distinguir o ameno do crispado, voltem, asas espampanantes que sobre o frio quebram as linhas condutoras dos sistemas complexos de estranhos pensamentos, distantes e confusos. Quebram-se regras e quedam-se parábolas esquizofrénicas, abrem-se portas para tudo, saem de lá monstros e damas de ferro que passam sem pedir licença, sem dar bacalhaus e sem cobrar pedras. As maravilhas das constantes perdem-se por aí, nas poças encontram-nas a nadar com girinos conturbados pelas manhas das águas estagnadas, dos apegos tristes e conspurcados, quero ver o dia a sorrir, quero sentir as farpas dos raios fulminantes, os sossegos ameaçados pela vertente que caem pelas sinistras ruas serpenteantes e sempre amordaçadas por leves penas, frágeis... quero pegar nas mãos molhadas, perseguir cheiros estranhos, sentir as palmadas de lampejos irritantes que nos pregam partidas sem saber o que isso fará ao mais senil dos senis. Animais brutos e horripilantes surgem dali, não faz sentido, ah, faz sim, somos tudo, somos aquilo que não queremos ver, aquilo que não queremos ser, sobem aranhas pelas entranhas, criam teias labirínticas com saídas cerradas. O sangue que nos atravessa quer ver-nos por cima, viram cegas notas perras que carregam histéricas e penosas cantigas berradas por pêgas em sofrimento, sorri com lábios redondos e carregados de escárnio, rasga-se a pele, estragam-se com mimos e pensam em quedas vertiginosas, enquanto as pêras crescem mudas, sem pudor e com uma e outra, lambendo as feridas provocadas pelas constantes e cortantes lascas de pensamento inócuo e sem fulgor. As matas matam-se, desdenham-se com tamanha burocracia e transformam o óbvio em quadros pintados com baldes de merda, sem sequer conseguirem um rasgo de penitência para com algum leigo na passadeira da vaidade e a história começa quando o sequela abre o horizonte, começa quando a borrasca espreita e as palavras são vomitadas, conjugam-se trechos de perspectivas e anseios de amores odiados e repletos de anciãos mais parasitas que as invejas da verdade. Surpreendentemente saem dos esforços de mirabolantes lacaios, os versos mais perversos, mais sujos e verossímeis que a própria verdade escondida das paredes escondidas, virão também as mais cruas e pedantes ondas de fel, consome-se virgulas, deixa-se partir o mastro, lamentando as puras e consumidas partituras que se fazem em dias escuros e abstinados, são as quimeras das palavras que se quedam perante vulgares e sinistros parceiros mais ou menos vulgarizados. Um doce amargo envolve-se como que uma partícula substancialmente enriquecida com a placenta da vida, só se importam com a morte, mas dela nada vêm, confundem as estrofes com os prismas e calcam o barro fundindo, o que é passivo de ser visto como não o é...
continua...
...ou então, não!
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